Falo em tua boca um nome
sujo trêmulo proibido
que ressoa em teu corpo lago
como pedra que se atira
em espelho d’água
À margem do teu desejo
brinco animal puro
mergulho fundo
e solto meu cardume
na liberdade dos corpos
Falo em tua boca um nome
sujo trêmulo proibido
que ressoa em teu corpo lago
como pedra que se atira
em espelho d’água
À margem do teu desejo
brinco animal puro
mergulho fundo
e solto meu cardume
na liberdade dos corpos
Um desejo latente
uma mente que planeja
o prazer
Escondidos entre a multidão circulam
executivos amantes
religiosos sádicos
legisladores voyeurs
professores masoquistas
profissionais do nada em busca
de algum sentido
A união formal é uma invenção
moral
que não vale
em nosso jogo
A pele prevalece
num mundo de papéis
sem valor
Dispa-se
coloque sua máscara
suba no palco
nosso show vai começar
@FabiCasada
O que eu quero é simplesmente querer como me quer
te pegar com fome
com a mesma fome minha
Saudade daquele beijo que pode machucar... sabe?
é sim
é isso que é bonito e
é o gás para tudo o mas
o mais
Aquele pelo
apelo
pego pelos cabelos
que quase corta os lábios
Aquele abraço indo
para a cama
para não largar mais
(poesia? Então vai)
indo para cama
para não largar mais
nem nesse antes
muito mesmo no durante
nem no depois
digo, muito menos
a força
o tapa
o seu pau no meu rosto...
é só parte desse abraço
desse contato
dessa necessidade
dessa falta
Você me grudar
me esfregar esse seu pau
eu te afogar nos meus seios
é tudo uma cosia só...
Nada pensado nada
orquestrado
só uma necessidade
vontade
uma consequência
tanto de um sentimento quanto de carne
carne mesmo, verdade
não se pode negar
a carne pede contato
toque
esse amasso...
essa fricção...
fricção...
me fazer gozar gostoso
*texto escrito pela madrugada, de autora anônima.
I
Um sol que nasce num horizonte bélico
nossa guerra de sentidos
II
Te beijo onde o sol não bate
te penetro onde amor não entra
III
Mar em fúria contra as pedras
bate
Minha felicidade mora
entre tuas pernas
compasso aberto que circunda
a lua em delírio
Constelação em gozo
de gâmetas cometas
que cruzam teu universo
em contração
Corre o sangue corre e enche
rente o falo fala quente
sente a pele molhada
arrepiada olha escorrendo salgado
o suor
o desejo em estado líquido
o animal puro
que somos
Num barco sem velas, sem norte
só com o desejo, navego a deriva
sem sorte, guiado pelas estrelas
leitosas ladies da noite
Amar moroso no mar revolto
a correnteza me arrasta à areia
a água está viva entre as fendas
frestas e pedras, carne
Vênus brilha e baila
suores salinos misturam-se
As Três Marias sacrificam astros menores
bacantes rasgam o céu e bebem seu sangue azul
meu corpo flutua entre espumas
pelas mãos dos mitos é oferecido
e entregue às sereias e aos signos
que ao nascer do sol se deitam
em meu peito
Anoitece novamente
e os sinais dos rituais resplandecem
na imagem do Cruzeiro
ao sul de nossos pensamentos
O cheiro doce e úmido da pele tua
nua que espera o toque quente
rente e íntimo que aumenta o ritmo
num átimo, do corpo, da pulsação
Fricção animal sobre a cama
dama da sociedade que revira puta
luta com o macho pelo prazer
fazê-lo acontecer no quarto
O ato final do filme, o gozo
no fosso dilatado e úmido
unido ao falo agora contraído
caído, satisfeito, em paz
Jazem os amantes na oca oca
e as bocas dividem num ataque
o acre gosto contido
nos fluídos, no que sobrou de nós
Meu poema Vulva foi lido pelo pessoal do Vulva Fúcsia, no final do programa. Sou grato pela leitura.
O arrepio na pele
de uma fêmea faminta
um desenho um adorno
cor corpo contorno
menina divina
caçadora entre os teus
Domadora dançarina
Chris x-tina
a escolhida por Deus
Elas podem ter todos os defeitos do mundo, mas têm o que a gente quer!
E o que é que a gente quer? (B.U.C.E.T.A.) do álbum Foi bom pra você? de 1994.
Vitória
virgem viva
ventre
veludo
Vulva vadia
vagina valente
veemente volumosa
viscosa voraz
vital
Vaca vulgar
víbora volúvel
vodka vagabunda
valsa vã
varão vassalo
vilã viciada
Vênus
verão vivo
vale verde
vista vasta
viagem voluptuosa
Vinho velho
verso
valor
Vida
A noite se abria no movimento de suas pernas
grossas pecaminosas infinitas
e o brilho morto das estrelas
emolduravam teu corpo lascivo e jovem
Que saudades que tenho da minha puta
Suas mãos corriam até mergulharem
lábios seios sexo
que me exibia liso e rosa carne
querendo quente pulsando
expulsando todo o frio e a derrota
Que saudades que tenho da minha puta
Suas coxas apertavam e espremiam
o gozo
que sobrava em seus olhos
que me mostrava entre os dedos
que lambia satisfeita
que alimentava o pouco que éramos
Que saudades que tenho da minha puta
Que sonora gemia fêmea
que linda contorcia-se fêmea
que satisfeita ofegava fêmea
e enchia meus escravos ouvidos
com sons úmidos de fêmea
Que saudades que tenho da minha puta
Era um mundo construído
e constituído de vontades animalescas
que faziam meu sangue pele correr
percorrer pelos meus rios e mares
até alagar o deserto e o homem que sou
Que saudades que tenho da minha puta
Mas no ordinário passar dos dias
nosso jogo não teve mais vitórias
monótonos sucumbimos ao banal
e derrotados
desistimos do poder lúdico
que proporcionávamos aos nossos restos
O solitário e sujo tempo venceu
Que saudades que tenho da minha puta
que partiu...
Entre panos e apelos
pedidos e peles
peço em teus lábios abios
desejo entre pêlos e entro
Dentro desnudo
mudo quente mundo
rente profundo querer
Crer que posso tê-lo
esparramo em teu pêlo
novelo
meu prazer
Corpo de curvas
que aos olhos não turva
fêmea propícia
ao amor e malícia
O homem se curva
aos teus pés a carícia
na cama desnuda
Loira delícia
à @loira_delicia
O tempo todo
desejo
beijo beijo beijo
mordo
motejo
depois
fodo fodo fodo
gozo
festejo
O amor morto
descansa em meu peito
feito
do jeito
que o diabo gosta
Pernas
Pele
Prazer
Só pernas
Só elas
Só
Com elas
Delas faço parte
Faço arte
Com elas faço
Nelas me desfaço
E não disfarço
Os olhos que querem
A língua que quer percorrer
E morrer
Aos pés
Das pernas
Se todas as Rosas fossem como a tua
Carne leve
Orvalho quente que nasce da noite
E não esfria na manhã
Escorre pelo caule e faz a grama arrepiar
Se todas me apertassem assim
Só com desejo, sem espinhos
Estrangulamento doloso e sem crime
Se todas tivessem o cheiro a tua
Cheiro que me puxa
Enche minha boca d’água
Faz a língua correr livre e de olhos fechados
Se todas as Rosas fossem assim...
Valeria à pena ter um jardim.
Todas as outras viraram
Erva-daninha
Depois que a tua
Virou minha.
Então me morde
Morde meu ombro e beija
Beija meu pescoço e acerta
Acerta a minha boca
Na certa de que é tua
Arranha minhas costas
Usa tuas unhas pintadas de vontade
Olha em meus olhos, bêbados de você:
Vinho do porto, ora vinho barato (meu barato)
E no ato ata-me...
Entre pernas e suor
Somos sussurros e urros
Animais puros
Depois deite ao meu lado
Contaremos as estrelas que se abriram a nós
Campo celeste de luz leitosa
E riremos da Lua voyeur que se masturbava
Ao som do nosso amor
Amor que ecoa
Contamina
O universo todo...
No revezamento diário e eterno
Dos astros
Deita-me no teu hoje
Acorde-me no teu amanhã
Até o final dessa minha vida quase terrestre
P.S.: sim, você me inspira muito...
I
O tédio da tarde arde no peito covarde
Dentes ardentes deslizam a saliva
No viço de teu corpo
Mastigam a lasciva do teu suor
E desmaiam nas gostas do teu desejo.
Ensejo de vida viva entre as pernas
Penas futuras que não ligamos de pagar por pecar
Tédio que se apaga no fogo
Que nasce quanto toco você...
II
Geme maltrata invade
Volta, revolta e não suporta
Bate à porta torta
E em mim faz reviravolta
Solta alma calma na cama e ama...
Tua lasciva agarra meu furor!
Volto-me a mim
Debruçada em teu gemido de amor
Escrito por @DomadoraDeCorno e @DoctorFritz
O Novo
O Alimento
O Verbo
O Beijo
A vida começa na boca
(quando a boca cala a alma grita)
Quando ela vem sou todo festa:
Meus olhos vidram e mergulham nos seus
A boca quer a boca que me beija também
As mãos correm alegres crianças que descobrem brincadeiras
O sangue corre para o desejo
Coração acelerado que denuncia
O corpo quer corpo
Não há como disfarçar num momento desses...
Ah, meu Anjo Diabólico!
Musa minha Norminha
Prazeres Secretos...
A Teka bi (e daí?)
Mulher de quatro é bom!
De Quarenta é melhor ainda
Ai de mim
Se não fossem as musas
Para alimentarem minhas ilusões
Até o próximo beijo...
O que seria desse pobre espírito
Incorporado nesse verme
Intitulado Doutor...
Às:
@AngelikeD @teka_bi @SecretoPrazer @MusaNorminha @_mulherde40
O dicionário íntimo
Que guardamos na cabeceira
Do nosso mundo
É cheio de diminutivos:
Putinha
Gostosinha
Gostosinho
Fodinha
Chupadinha
Molhadinha
Rosadinha
Que reduz nosso léxico
Amoroso
Em palavras Tesudas
Quando acaba nossa orbita
E nossos corpos celestes
Afastam-se
As bocas trocam os adjetivos
Pelos verbos:
Desejo
Quero
Preciso
Necessito
Pessoas conjugadas
Eu
Tu
Só existimos
Entre quatro paredes
A beleza da Rosa Branca
É que ela é branca e rosa
Uma mistura de flores
Sabores e lábios
Um Copo-de-Leite
Uma Manga-Rosa
Grande e úmida
Carne suculenta
Meu oásis de águas caudalosas
Em que eu me embriago
De joelhos faminto
Matando nossa sede
De arrepios e sussurros
E o perfume rosado
Que ela exala
Fica espalhado em mim
Na minha boca, mãos
Rosto, desejo bruto
E não sai mais
É subcutâneo
Impregna na alma
A pele rosa da Rosa Branca
Abranda o meu brado
Abraço de pernas grossas
No colo divino da vida
Quando ela deita e me mostra
O branco e rosa da Rosa Branca
Que também pode ser morena
Que também pode ser noite
Que também pode ser rubra
Quando ela se mostra
Meu desejo enrijece
Minha boca saliva
Meus olhos petrificam
Deliciando-se
Com a coisa mais divida
Que esse universo infinito
Conseguiu criar
Primaverou
O botão de Rosa se abriu
E o orvalho noturno
Escorreu
Pingando
Quente no lençol
Escrevendo nossa poesia
O gosto do teu gozo é o gosto que
Minha boca procura
Procura manter molhado nos lábios
Teu gemido é o que me faz ouvido
Sinfonia amante de delírio
Teu corpo é a forma que forma meu olhar
Que olha e deleita a deusa que deita
No leito, leitosa e pura
Nossa pele junta
Nós juntos e apertados
Apertando eu lá dentro
Lá dentro de ti eu quero
Ser, e sou... Soul
Ainda guardo
O gosto
Daquela tarde
Na boca
O tempo passa
A vida voa
E a distância que nos marca
Aumenta a saudade em minha boca
Eqüidistante é a vontade
Que nossos olhares expressam
Ao fechar da noite
Do mundo escondidinhos
Bem encaixadinhos
Nós assim sozinhos
Acordaremos os vizinhos!
Se o prazer é secreto
Por que demonstra-o
Aos berros?
O gemido entrega
E por ele, de regra
Não nos damos trégua
A distância que tortura o desejo
Produz uma voz em mim
Que na angustia do não tocá-la
Repete sem fim: Quero
Abraçar-te Anjo
Quero
Sussurrar em teu ouvido
Quero
Acariciar teu corpo
Quero
Tua pele arrepiada
Quero
Ver o prazer fechar teus olhos
Quero
Fazer parte dos teus momentos
Quero
Beijar teus ombros agora
Quero
Percorrer teu pescoço
Quero
Procurar tua boca
Quero
Depois a língua
Quero
Teu gosto em mim
Quero
Quero
Quero
Os quero-queros voam livres pelo som
Que nossos corpos emitem
Quando se tocam
E se aninham em minha boca
Esperando pelo próximo
Bater de nossas asas
Passei a semana toda te procurando pela minha cama
A mão corria só pelo lençol e quando encontrava um ponto
Mais quente puxava-o imaginando seus cabelos
Seus quadris
As pernas se enroscavam ao cobertor procurando calor
E os pés se acariciavam numa espécie de incesto lícito
Nunca disse tantas bobagens ao travesseiro
Deslizava o rosto e de leve os lábios soltavam
Nossas baixarias e nomes próprios que inventamos
Revirava pela cama só para ouví-la gemendo
Roçava minha vontade contra a pele do colchão
E fechava os olhos procurando seu olhar
Em algum lugar de minhas lembranças
Respirava mais rápido a procura do seu cheiro
Do cheiro de nossos dias felizes
A cama nunca foi tão vazia sem você...
A moça
Calorosa
Pedia
Manhosa
E eu dei
Um dedo
De prosa
Na boca rosa
Pluviosa
E ela
Graciosa
Misturava-se à
Minha saliva
Leitosa
Que conversa gostosa
Tivemos
De quatro se põe a amante
E eu ante ao corpo delirante
Imponente inundo seu fosso
Renascendo em cada gozo
Morosos deitamos juntos
Vendo como o mundo
Moribundo soa dissonante
Comparado ao instante
Que dura pouco segundos
Uma explosão de delírios
Nos faz esquecer os martírios
Que nas ruínas do ser se abrigam
E edificam uma falsa certeza
De que essa coisa é de nossa natureza
Ah... Que bem que faz o ato
Um momento que esquecemos do fato
De que essa sociedade banal
Só nos deixo isso de nossa origem animal
Recebi este poema por e-mail e achei bem interessante:
(estou postando conforme recebi)
POEMA DA FODA
Neste Brasil imenso
Quando chega o verão,
não há um ser humano
Que não fique com tesão.
É uma terra danada,
Um paraíso perdido.
Onde todo mundo fode,
Onde todo mundo é fodido..
Fodem moscas e mosquitos,
Fodem aranha e escorpião,
Fodem pulgas e carrapatos,
Fodem empregadas com patrão.
Os brancos fodem os negros
Com grande desprendimento,
Os noivos fodem as noivas
Muito antes do casamento.
General fode Tenente,
Coronel fode Capitão.
E o presidente da República
Vive fodendo a nação.
Os freis fodem as freiras,
O padre fode o sacristão,
Até na igreja de crente
O pastor fode o irmão..
Todos fodem neste mundo
Num capricho derradeiro.
E o danado do
Dentista
Fode a mulher do Padeiro.
Lula depois de eleito se tornou um fudedor
Fode a Marisa, o PT e até o trabalhador,
O senador fode o deputado
Que fode o eleitor.
Parece que a natureza
Vem a todos nos dizer,
Que vivemos neste mundo
Somente para foder.
E você, meu nobre amigo
Que agora está a se entreter,
Se não gostou da poesia
Levante e vá se foder!
Autor
Desconhecido - Também pudera, se fosse conhecido, tava fudido!
Não suma
Amor
Só o consuma
Em cima
Da Musa
Sem norma
Só minha
Musa Norminha
Caminha em
Minha linha
Desalinha (tudo)
E usa essa forma
Formosa de musa
Me usa
Abusa
Da minha
E se aninha
Em meu peito
Inspirado no Diário Secreto de uma Musa
Nus nós nos
Unimos e nos
Perdemos...
Nau na noite
Zunimos
Ninguém
Nada
Por perto
Do porto
Náufragos numa ilha
A desfrutar das maravilhas
Dos corpos celestes
As três Marias
Assistem nosso brilho
Mania de olhar os amantes
Peça peça peça
Que, sem pressa
Peça por peça
Por puro prazer
Pô-la-ei em pelo
Você travessa acesa
Acessa eu sisudo
Sinuosa soma perfeita
Em pleno palco
Ao cair do pano
Apareceremos puros
Em pura prática
Suados em cena
Não há o que impeça
Que o ato final de nossa peça
Nunca chegue ao fim...
Com toques íntimos e
Beijos em lugares
Hediondos
Enganamos os anjos
Mudamos os valores
E estupramos a Moral
No tribunal dos puros
Pela (in)justiça dos olhares
Fomos condenados
A prisão
Perpétua
Algemados
Pagaremos à pena
Trancafiados
Gozando
Nosso mundo
Puxo pela crina
A égua relincha tremula
Em seu lombo
Dito o ritmo
Frenético libido
Pelas horas cavalgamos...
Assim ela
Faz
Eu cavaleiro
Minha boca
Pede
Pelo
Sweet Martini
Que há
Entre elas
Abra as
Pernas
Apenas
E sem penas
Entre panos
Profanos
Vamos pecar
Com o prazer
Morto
Velado choramos
Abraçados
Pelo leite
Derramado
Eu, plebeu pagão
Fiz ceia farta
No seio farto
E profano
Da virgem
Nesse anjo a
Auréola
É rosada
Dura e
Macia
Na minha língua
Sobra o sal
Do suor
Da santa
Só
Sinto-me
Protegido
No colo
Do útero
Divino
Maçã mordida
Pelo desejo
De Branca
Minha neve espirra
Branca
Sobre a pele
Branca
De Branca
Agora, de neve
Nosso pecado
Alvo
Se completa
Nas maçãs de Branca
Cheias de minha neve
Quente
Tadinho do pintinho
Vinha ciscando o chãozinho
Arrastando os pezinhos
Bicando as migalhinhas
Distraído, caiu num buraquinho
Escuro e apertadinho
Botava a cabeça para fora
Escorregava para o fundo
Botava a cabeça para fora
Escorregava denovo
Botava a cabeça para fora
Escorregava...
Assim, ficou suado
O que o favoreceu
Pois o barro amoleceu
Ele saiu (todo melado)
Cansado
Caiu de lado
Descansou deitado
Depois, renovado
Pensou “foi bom esse buraco
Me deixou forte, animado!”
E ele agradece o que aconteceu
Porque depois dessa experiência
Com imponência
O pinto cresceu!
Na sexta da paixão
Lembro de quantas sextas
Apaixonadas passei
Só
Quantas sextas
De paixão falsa
Me trai por tão pouco
E passei ao lado de outro cristo
Quantas sextas só
Dormi crucificado na cama
Esperando o escuro do sábado
Para tentar uma mísera aleluia
Eu, Judas malhado no poste
Pela multidão arquetípica
Com trinta moedas faço aleluia
Pão, vinho e putas (santa ceia no seio profano)
Sou só mais um
Santo do pau oco (e duro)
Tentando uma paixão
De quinta, na sexta
Entre...
Agarre firme
Chacoalhe, chacoalhe, chacoalhe
Roçando
Corpo com corpo
Parte com parte
Aperta...
Corre o suor...
Nosso cheiro sobe
Enquanto somos olhados pela janela
Assim é
Nossa viagem
Esse poema é de autoria da poeta índia Maria Branca.
Minhoca
O pinto machuca
Quando não toca
Minha oca
Quando cai
Minha oca
Fica oca
Criança atrevida
Brinca com a minha boca
Que ri vermelha
Sussurra
Sobe pelas minhas paredes
Toca-me lá
Certeiro
Alvo alvo e róseo
No sobe e desce
Do nosso carrossel
A música do corpo
Tinge os olhos de brilho
Gira, gira sem parar
Até o fim do nosso infinito
O grito sai
No íngreme
De nossa montanha russa
O coração bate alegre
Como a banda do circo
Sob a lona
O picadeiro é só nosso
Ajoelhe-se e me amarre
Lace o laço lasso, firme
Nós
Borboletas monocromáticas
Me arraste
Com a língua de fora
Me deforme
Pise-me, pise-me, pise-me
Me use até o fim
Submisso sou
Podolatra obsessivo
Protejo-te
Abraço-te
Por onde for eu vou
Para sempre
De sola nessa paixão
Me agarro aos seus pés
Justo
Saliva noturna
Oportuna
Tropeira lã negra
Alaga a galope
Só lido sólido
Égua brava, acalma a tapa
Crina crua crema o creme
Mata-me agora, por favor...
O corpo discente não achando decente
Para o ambiente o vestido ardente
Da adolescente atraente
Agiu bruscamente e brutalmente
Deixando a situação inconveniente
Incontrolável, caos aparente.
Antes que alguém a violente
Solicitaram a polícia: “por favor se apresente”
A diligência chegou rapidamente
Levando-a dali velozmente
“vamos sair, antes que alguém lhe arrebente.”
O corpo docente analisando o incidente
Achou melhor ser condescendente
Com a massa acrania e valente
Expulsando a menina apressadamente
Dizendo: “se vestes vulgarmente,
A culpa agora, você que agüente”
A Sra. imprensa, que não discute candidamente
E trata um assunto importante vãmente
Também tem culpa no ocorrente
Difundindo a notícia inadequadamente.
Nós da Universidade, apesar do antecedente
Somos um exemplo, falando moralmente
De instituição, e orgulhosamente
Tomamos a decisão, cuidadosamente
De expulsa-la, por se trajar visivelmente
Fora dos padrões, e estamos crentes
Que foi justa e tomada sabiamente
Porque buscamos um ensino, religiosamente
Correto, e agimos disciplinadamente
E temos que ser sempre complacentes
Pois quem tem que educar tanta gente
Sabe que a razão sempre será do cliente.
A única coisa que não tem fronteiras é a hipocrisia.
Lolita(1997) - Direção: Adrian Lyne
Baseado no romance do escritor russo Vladimir Nabokov, Lolita é sem dúvida a ninfeta mais cultuada do cinema e da literatura.
A primeira versão cinematográfica foi filmada em 1962, com direção de Stanley Kubrick.
Monella (1997) - Direção: Tinto Brass
Com Anna Ammiirati
Travessura e leveza numa das cenas mais gostosas de se assistir. A molecagem da persongem é de encher os olhos.