Poesia erótica

11
Nov 14

 

I

 

colírio

pros olhos

delírio pro corpo

completo

 

lírio aberto

 

 

II

 

lírio do delírio

pros olhos

colírio

 

 

III

 

 

lírio aberto

nos olhos delírio

completo:

colírio

 

 

publicado por Contos do Fritz às 22:10

05
Nov 14

 

rainha super-

-fície lisinha

lisura minha

fissura

 

Sem título.jpg

 

para a @ 

 

publicado por Contos do Fritz às 00:56

14
Set 14

 

protuberância labial

feminina proteína

muscular aos meninos

(e algumas meninas)

 

carne de sal

carne de sol

carne de sombra

carne sem colesterol

carne sem transgênicos

carne sem contraindicações

carne sem pelos

carne com pelos

carne com apelos

à pele volumosa

 

vegetais e vegetarianos

todos amamos

todos somos

carnívoros

ante a boceta carnuda

 

 

publicado por Contos do Fritz às 17:23

24
Ago 14

 

tantas curvas se insinuam

sinuosas em teu corpo

caminhos que se formam

desejos densos destinos

sem fim

 

enfim

quero percorre-los todos

curvar-se em tuas

curvas nuas

nuances prazerosas

 

sina tortuosa

anseio que se pactua

vontade que se perpetua

 

 

 

para  

publicado por Contos do Fritz às 19:04

 

escorrego entre

teus lábios lisos

 

criança profana

descendo profundo

na cavidade da carne

 

 

publicado por Contos do Fritz às 18:10

17
Jul 14

 

a estrela mais linda brilha

no fundo do céu da tua boca

aberta constelação a me manter

em órbita

 

meu astro em colisão com tua língua

explode cometas que cruzam

teu espaço garganta adentro

uma via láctea inteira que escorre

devorada pela vontade perpétua

de expandir

universo que se consome

 

 

publicado por Contos do Fritz às 02:16

09
Jul 14

 

de cabeça em você

até o fim

enquanto teu rabo

olha pra mim

 

teu cuzinho

me arranca suspiros

 

 

 

 

publicado por Contos do Fritz às 18:58

08
Jul 14

 

chupa de joelhos olha

em meus olhos lambendo

as bolas e mantém

a boca aberta

vou jorrar em

minha puta predileta

 

 

 

for  

publicado por Contos do Fritz às 01:20

03
Jul 14

 

o arco dourado

alado

anjo motriz

 

no meu chafariz

tem a fonte

que eu sempre quis

 

 

publicado por Contos do Fritz às 02:31

22
Jun 14

 

abre a flor

a flor do deleite

um copo no corpo

teu para eu

encher de leite

 

 

publicado por Contos do Fritz às 22:52

03
Jun 14

 

  Quando ela entrou no ônibus, fitou rapidamente, após a catraca e o cobrador, vários lugares vagos, num coletivo noturno, o vulgarmente chamado de “navio negreiro”, e que tinha somente dois ou três gatos pingados como passageiros, com cara de derrotados pelo dia cansativo, vindos ou indo sei lá de onde ou para onde, viajantes que nem imaginavam que seriam testemunhas do ataque de uma fera primitiva a uma dispersa presa frágil.

 

  Em um dos cantos da última fileira de bancos, que ficavam no fundo, havia um rapaz sentado, com fones nos ouvidos, observando distraído o que passava pela janela. Ela pagou, passou pela roleta olhando-o, e ele não a percebeu. Ela seguiu em sua direção e sentou-se ao seu lado, perna com perna, segurando no apoio do encosto do banco da frente. O rapaz olhou-a de soslaio e voltou sua atenção para a paisagem escura lá fora. Ela nunca havia sentido tamanho ardor antes. De repente começou a pensar incisivamente na situação em que se encontrava: ela e um total desconhecido, sentados à beira da madrugada no fundo de um ônibus quase que vazio; sua imaginação foi tão violenta com a carne que ela ficou inteiramente excitada. Os bicos dos seios enrijeceram repentinamente ao mesmo tempo em que suas pernas se juntaram ao sentir o calor que se formou em seu meio, deixando-a arrepiada e molhada de desejo. Discretamente passava a mão do lado de dentro da sua coxa, que ficou exposta, pois ao sentar-se, a saia azul-marinho de seu uniforme subiu e ela não a puxou de volta. Sua vontade era de massagear-se ali mesmo ao lodo do distraído rapaz. O que ela queria mesmo era gozar com um estranho, aquele momento voluptuoso e faria o que fosse possível para que isso acontecesse, pois mais nada importava ali, além de seu deleite arrebatador e solitário.

 

  A rotina de trabalho é de deixar qualquer um maluco e castrado, a vida sem muita graça, cheia de mesmices, dias pálidos e ela já não suportava as repetições cotidianas, o que refletia diretamente no seu prazer, pois já não o sentia mais no sexo feito de maneira convencional, que na sua concepção os pragmatismos dos relacionamentos humanos haviam deixado insosso. Marcar para sair, se arrumar, ir até um bar, se preocupar em dizer a coisa certa... Todo esse ritual não lhe dizia mais nada, era totalmente manjado e mecânico, um jogo marcado em que todos no final sempre perdem. Queria algo diferente, queria deixar seu lado animal, que estava aprisionado em algum lugar de seu interior, vir à tona, rebelar-se. Queria agarrar o cara que lhe desse tesão só de olhar, e trepar com o indivíduo na hora. Nada de conquista, de papo furado, nada de flores, bombons, nem vinhos nem perfumes nem nada, isso já não lhe fazia mais a cabeça, não precisava mais dos machos para lhe fazer agrados materiais e nem mimos infantis às orelhas, queria mesmo era deixar o extinto sexual soturno emergir e domina-la. Assim como fazem os cachorros, se cheiram, trepam a luz do dia no meio da rua e foda-se! Qualquer coisa além disso passou a considerar pura perda de tempo. Faria agora como nos tempos das cavernas, só que ao contrário porque ela seria a predadora e a vítima escolhida estava cercada, logo ali ao seu lado.

Com a respiração alterada, ela encarou o sujeito, que já havia percebido seus movimentos não tão comuns para o ambiente. O cara voltou sua atenção para frente, tirou os fones, deu uma pausa para criar coragem, olhou-a e a cumprimentou. Recebeu de volta um sorriso largo junto com um olhar brilhoso e malicioso. Ele falou com ela novamente e em resposta recebeu um súbito beijo na boca que o surpreendeu de tal maneira que a injeção de adrenalina que seu corpo recebeu arrepiou seus pelos, e sem pensar muito respondeu a atitude da moça roçando sua língua na dela. As mãos bobas começaram a circular firmes pelos divertidos e prazerosos caminhos erógenos, até que ele a tocou, sentiu todo o calor e umidade que uma mulher em êxtase pode produzir. Ela tocava-o por cima da calça, esfregava, apertava e sem demora abriu sua braguilha, enfiou a mão por dentro botando-o enrijecido para fora. Passou a masturbá-lo, queria deixá-lo completamente duro, petrificado, e rápido conseguiu. Quando ela viu o membro erguido, sua boca encheu de água e não resistindo à vontade de devorá-lo, curvou-se e começou a sugá-lo sentindo-o quente em seus lábios, ficando cada vez mais molhada e cada vez mais que ficava molhada ela sugava mais ainda. Ela sentia-se dominadora da situação quando deslizava a língua na cabeça do pau e ouvia baixinho o gemido contido do rapaz, que por extinto agarrava seus cabelos e conduzia os movimentos orais. Enquanto uma mão ela segurava e sugava sua presa, com a outra alternava esfregões frenéticos no clitóris e o vai-e-vem de enfiadas dos dedos a procura de pontos que lhe deixassem cada vez mais inebriada. Ela recebia e proporcionava prazer, seus olhos reviravam num delírio egoísta onde a satisfação dele era secundária. Ela chupava-o porque gostava... Mordiscava-o porque gostava... Babava-o todo, sentia-se a fêmea devoradora.

 

  Explodindo de excitação o rapaz empurrava a cabeça dela para baixo e ela engolia-o todo. Quando voltava a cabeça para cima, puxando pelos cabelos, recebia a pressão das sugadas ainda mais fortes, com linguadas atordoantes. Foi assim até ele não aguentar mais e jorrar quente na boca dela, que continuou sugando... Até engolir todo o leitoso liquido. Ofegante ela ergueu a cabeça e levou a mão, toda empapada, que estava em seu meio, até o nariz, farejando seus fluídos e chupou-os, sentindo seu gosto, todo seu mel e poder.

 

  Após a caça finalizada, ela recompôs-se no assento, assim como o rapaz que de olhos vidrados, não acreditava no que havia acabado de acontecer. Os outros passageiros davam olhadas rápidas para trás na tentativa de entenderem, meio que sem acreditarem, no que os dois estavam fazendo. O cobrador nem se deu conta da cena, estava de lado em seu acento se entretendo com um radinho ao ouvido. O rapaz tentou puxar assunto, perguntou o seu nome, número de telefone, coisas de praxe, mas ela não respondia, só olhava longe e sorria comportada com semblante de satisfação. Alguns pontos mais à frente a amansada fera felina desceu, sem trocar uma palavra com o rapaz, que sem entender nada seguiu no ônibus.

 

  Quando ela chegou à sua casa, foi para o quarto, jogou a bolsa e outros objetos sobre a cama, despiu-se e entrou no banheiro para banhar-se. Lembrando-se do acontecido, masturbou-se apertando os seios e mordendo os lábios, relaxando debaixo da ducha quente. Após o banho, fez uma leve refeição e foi deitar-se. Com o corpo brando repousado, sentiu-se suave, como um bicho que acabara de devorar sua presa e saciar a sede por alimento. Virou-se de lado, apagou a luz do abajur e dormiu em paz, sabendo que de amanhã em diante todo dia é um dia novo e que tudo nele pode ser feito de outra forma, sem cerimônias.

 

publicado por Contos do Fritz às 01:39

18
Mai 14

 

  O combinado naquele dia foi de nos encontrarmos no começo da noite para curtirmos juntos alguns shows da Virada Cultural, que aconteceu no centro da capital paulistana, do dia dois para o dia três de maio.

 

  Fui de metrô até a estação São Bento, que era a melhor opção de desembarque, pois o local de encontro não estava definido e de lá estaria próximo da maioria dos palcos montados, espalhados pela região central. Saí pelo Vale do Anhangabaú, era pra lá das dez da noite, segui subindo o lado calçadão da Av. São João sentido Av. Ipiranga. Tirei o celular do bolso e liguei para minha amiga, que sabe-se lá onde estaria. Sorte, ela atendeu de primeira:

 

- Sérgio?

 

- Oi Mara, tudo bem, onde você está?

 

- Oi amorê, pensei que não vinha mais, ia te ligar agora. Estou aqui com uma amiga perto do palco da Praça da República.

 

- Legal, me espera na entrada da estação República, na saída da esquina da Sete de Abril, será mais fácil para nos encontrarmos.

 

- Tá bom. Tô indo para lá agora, beijo.

 

- Tô indo para lá também, beijão.

 

  Segui empolgado para o encontro. A minha espera estava uma menina maravilhosa: pele branquinha, delicada e doce, cabelos negros e compridos, quase a altura da cinturinha de pilão, um rabo gostoso suspenso sobre um par de coxas deliciosamente carnudas e torneadas. E habitando esse espetáculo corporal, um espírito alegre e jovial. Mara era (e é) uma dádiva! Justificava a existência de Deus. Somente o amor de um casal de simples mortais não seria capaz de produzi-la. O dedo divino agiu sobre aquela concepção de mulher. E, para tornar a noite melhor ainda, ela estava acompanhada de uma amiga que, com toda certeza, deveria ser outro colírio para esses meus famintos olhos masculinos.

 

  Havia uma montoeira de gente de tudo quanto é tipo para tudo quanto era lado de tudo quanto é rua. Mesmo com o local marcado, sabia que teria dificuldades em achá-las, mas não dei bola ao pessimismo, segui. Chegando perto do local, avistei as duas... As duas gostosuras! Realmente meu instinto de macho-alfa tinha razão: a amiga dela era um puta dum carnão! Morenassa, aproximadamente um metro e setenta, estava com uma camiseta de alça (algo como um top) que deixava o umbigo à mostra. O sutiã apertava os volumosos peitos amorenados pelo sol, formando um vão entre eles, onde minha maliciosa língua, caso tivesse a oportunidade, escorregaria fácil, fácil. Imaginei minhas mãos apertando aquelas tetas enormes... Os bicos... Deveriam ser do tamanho do meu dedo mindinho, aureolados moreno. O vestidinho jeans, que deixava as longas pernas livres, denunciava a ida à praia. Os pelos daquelas maravilhas estavam descoloridos e eram de um dourado reluzente e quente, de prender a visão de qualquer um. A xoxota só poderia estar raspadinha e com marquinha de biquíni! Essas menininhas de praia, todas elas, raspam a boceta! Da bunda então não preciso nem falar. Alias, bunda não, RABO! E que rabo.

 

Aproximei-me delas:

 

- Ah! Que bom que chegou! – Mara veio toda empolgada, me abraçou e beijou.

 

- Oi anjo! – Beijei-a de volta – Pensei que não ia achar vocês no meio dessa muvuca.

 

- Olha, essa aqui é a Carol, minha amiga. – Mostrando a maravilhosa morena, que eu já havia despido com os olhos.

 

- Oi, tudo bem. – Ela veio com um beijinho minguado e eu em resposta abracei-a, mostrando meu cordial e receptivo calor humano. Ela disse um oi cheio de timidez e sorriso, de atiçar o espírito caçador masculino.

 

- Quem vai tocar nesse palco hoje? - Perguntei.

 

- Daqui a pouco entra o Camisa de Vênus e depois o Velhas Virgens!

 

  Que maravilha! Rock’n’roll do melhor, de graça e ao lado de duas deusas gregas:

 

- É aqui mesmo que vamos ficar! – Disse eu e as duas concordaram, sem discussão e sem esboço de discórdia.

 

  Precisávamos de algo para beber. Falei para elas me aguardarem perto de uma banca de jornal e me dirigi o mais rápido possível ao boteco mais próximo. Para variar, o bote estava cheio. Pedi licença para os bêbados de praxe e para meia dúzia de moleques doidos que estavam apoiados no balcão. O dinheiro era curto, não daria para comprar cerveja a noite toda, então pedi duas garrafas de vinho, que não estavam tão geladas, mas... Apanhei-as e voltei para encontrá-las. Minhas intenções eram socar cachaça nas duas e deixar a Carolzinha alegrinha, alegrinha. Com a Mara não rolava nada. Depois que virou amizade entre homem e mulher, já era! Comer ela, só na punheta mesmo. Como sempre. Mas a amiga dela, a Carol morena de sol, estava livre para o abate. San Tomé não me deixaria na mão uma hora dessas. Esse sim é o santo das causas perdidas!

 

  Cheguei com as garrafas, Mara pegou uma, abriu e deu uma golada que foram uns três dedos do liquido. Ficamos a uma distância confortável do palco, sem muito empurra-empurra. O show do Camisa começou e já havíamos bebido um dos litros - os mortos-vivos perambulam em Gotham City... cuidadoooo... há um morcego na porta principal - estávamos muito empolgados, cantando, acompanhando as músicas, pulando e o caralho-a-quatro. Dava para perceber que estávamos bem alegres, sobre o efeito alcoólico do beato vinho.

A segunda garrafa já estava acabando e eu já fazia planos para comprar mais uma, sem me perder das duas. De repente a Carol pegou o celular e sai de canto para atendê-lo. Voltou e pediu para que esperássemos naquele local. Ela ia encontrar um amigo com qual combinou de se encontrar no evento. Na hora pensei - porra que merda, deve ser o esquema dela... Se for, fodeu! – Dito (pensado) e feito. Ela voltou de mãos dadas com um boyzinho pau-no-cu que estava com o sorriso de orelha a orelha. Claro, estava apertando uma boneca daquelas, quem não ficaria em estado de graça? Bem, pelo menos o cara tinha na outra mão uma garrafa lacrada de vodca, e das boas. Não precisaria mais gastar minha pouca grana com o santo vinho e minha permanência anestésica estava garantida até o final das apresentações.

 

  Ficamos lá, os quatro. O vinho secou, daí foi só vodca goela abaixo – ontem eu nem a vi, sei que não tenho um álibi... eu, não matei Joana D’arc – e o rock comendo solto. Depois de muitos goles, olhei para a cara da minha amiga, estava para lá de Bagdá. O corpo já não parava quieto e não era porque estava empolgada com o som, estava era chapada mesmo. Da empolgação à bancarrota foi um passo: vi que estava mal, então a levei para um canto e ajudei-a a sentar-se. Foi a gota final: baixou a cabeça e vomitou o santo, o que me preocupou. A Carol estava com o carinha e só o que me faltava era ter que ficar cuidando da bêbada. Fiquei meio puto. Como a passa-mal morava ali perto, no edifício Copan, achei melhor levá-la para sua casa, ela não tinha mais condições físicas de permanecer ali. E foi o que fizemos. Passei o braço dela sobre meus ombros e fomos para o apartamento.

 

  Chegando lá, levei-a para o quarto, deitei-a na cama. Aproveitei para ir ao banheiro, enquanto a Carol acomodava a desmaiada. O cara (que não ajudou em porra nenhuma) ficou sentado na sala esperando. Saí e o casal me aguardava:

 

- Nós vamos voltar para o show, você vem? – Perguntou-me a Carol.

 

- Claro que não! Não vou deixar a Mara sozinha aqui? Vai que acontece algo... – Disse isso num tom meio de indignação.

 

- Tá bom então. Nós vamos voltar pra lá, tem algum problema...?

 

- Não, não, podem ir.

 

  Saíram rápido. Fui até a geladeira, tomei uns três copos de água gelada, voltei e me acomodei no sofá, cochilei.

 

  Acordei assustado, sem entender onde estava, mas logo me recompus. Acho que dormi uns quarenta minutos. Fui novamente ao banheiro e mijei, lavei o rosto e fui tomar mais água. A ressaca dava sinal de vida - mas e Mara, como será que estava? – falou-me a voz da consciência. Achei melhor ir vê-la.

 

  Fui até o quarto e só de chegar perto da porta, dava para sentir o cheiro do álcool no ar. Estava escuro e procurei, passando a mão pela parede, o interruptor. Acendi a luz e tive uma visão que me paralisou: ela estava de bruços, coberta com um lençol branco, bem fino, e dava para ver que estava somente de calcinha. Carol havia-a despido, sei lá por qual motivo. Fiquei ali olhando para aquela maravilha. Era um espetáculo, não consegui pensar em nada que não fosse sacanagem. Ela estava bebassa, mas não tive como conter o impulso. Sentei na beira da cama - não, não posso fazer isso – tentou me falar novamente a voz da... mas não resisti, levantei cuidadosamente o lençol, contemplei a lateral do peitinho, delicioso! Descobri-a todinha. Era gostosa demais! A calcinha minúscula, só o fiozinho preto enterrado naquelas bochechas branquinhas, aquilo me deixou totalmente excitado. Toquei nas coxas, deslizei a mão até a bunda, fiquei alisando-a. Ela não esboçava nenhuma reação. Apertei bem perto da xoxota, a calcinha entrou nos lábios, deu para ver os pelinhos bem rasteiros. Comecei a alisar a xoxotinha. Ela permaneceu quieta e eu ficava cada vez mais empolgado. Puxei o fiozinho de lado, abri aquela bunda linda... Comecei a massagear aquele cuzinho lindo com o dedo. E ela, nada. Não teve jeito, lambi o dedo do meio, e fui enfiando aos poucos na boceta. Ele começou a voltar molhado, e ela alterou a respiração. Fui socando mais rápido, mas com cuidado. Meu pau já estava durasso! Quando enfiei mais um dedo, ela abriu um pouquinho mais as pernas, bem de leve. Mesmo desacordada aquela safada gostosa estava curtindo a siririca.

 

  Fui tomado pelo desejo, estava explodindo de tesão: tirei a calça e ajoelhei-me perto da bunda dela, saquei o pau pela lateral da cueca, comecei a passar a cabeça do bicho por entre os lábios quentes, rosados e molhados... Enfiei devagar. Fui enfiando aos poucos, até entrar tudo. Bem cuidadoso e cadenciado fui metendo. Ela gemia bem leve e gostoso, quase sussurrando... Meu pau saia molhado daquela boceta carnuda, quase gozei. Tirei um pouco, dei uma respirada e pus novamente, só que agora além de foder, massageava novamente o cuzinho. Ela foi alternando mais ainda a respiração e os gemidos. Quando reparei, a ponta do meu dedo tinha sido engolido, delirei vendo aquilo. Tirei o pau de novo, quase a enchi de porra! Já entorpecido, com cuidado, virei-a na cama, para ver claramente aqueles peitos suculentos. Os bicos estavam acesos, comecei a passar a língua e dar umas chupadinhas bem leves. As tetinhas cabiam certinhas na minha boca. Ela era só gemidinhos. Já não quis nem saber se ela poderia acordar ou não, afastei suas pernas e cai de boca naquele bucetão inchado e molhado... Abri e lambi aquela carne rosada, lambi o grelinho e, claro, com do dedo, massageava o cuzinho... A vaquinha da boceta doce continuava com seus gemidinhos. Ajoelhei na cama e meti de novo. Olhava para a boca carnuda dela, imaginava-a chupando meu pau, engolindo-o todo. Metendo, me debruçava e sugava os biquinhos. O corpo dela tremeu todo, a cachorra estava gozando. Depois disso não agüentei mais, tirei o cacete e o jato saiu, voou no ar e pousou no corpo de Mara. Melou-a do umbiguinho até quase o pescoço. Sentei de lado na cama, acalmei o coração acelerado e fiquei olhando-a, lavada de porra, com a boceta úmida aberta, brilhando.

 

  Fui até o banheiro, apenhei uma toalha que estava no cesto de roupas sujas, limpei meu pau, depois ela. Vesti minha roupa. Ajeitei a calcinha nela, dei a última contemplada naquele corpo escultural, cobri-a com o lençol. Apaguei a luz e fui para o sofá, me acomodei, relaxei e dormi.

 

Lá para umas onze da manhã, ela me chamou:

 

- Sergio... Ela chamou e me cutucou.

 

- Ah... Oi Mara. – Ela estava sentada na beira do sofá, enrolada no lençol, sorrindo. - E aí anjo, você esta bem?

 

- Tô sim, só com um pouco de sede... Abusei demais ontem e acho que te dei trabalho, né? – Disse sorrindo.

 

- Um pouco. – Respondi também com um sorriso na cara. - Trouxemos você cambaleando, praticamente desmaiada. – Rimos juntos.

 

- Não me lembro de muito, depois da segunda garrafa... Só que estávamos no show, cantando, pulando... – Disse ela.

 

- E como passou a noite? – Perguntei como quem não tem culpa no cartório. Ela sorriu largo, passou a mão em meus cabelos, se acomodou ao meu lado no sofá, que ficou gigante nessa hora, e colorimos de vez nossa amizade, pelo pouco que ainda restava da manhã e pelo resto de nossas tardes.

 

publicado por Contos do Fritz às 16:18

16
Mai 14

 

olha que maravilha

que linda borboleta

minha boca já saliva

só de ver a língua

da boceta...

 

 

publicado por Contos do Fritz às 01:49

27
Abr 14

 

falo

minha língua em teus

lábios

dialeto de nossos

corpos

 

nos entendemos em poucos

toques

em muitas peles

dizemos um ao outro tudo

sobre nós

 

 

publicado por Contos do Fritz às 15:49

10
Mar 14

 

beijo tuas bocas

teu brilho molhado

levando teu gozo

de lábios a lábios

 

tesão da tarde entre os dedos

melados

chupa-os

como doce

tentação que nos afoga

no fogo

e afaga

nossas carnes

 

 

publicado por Contos do Fritz às 01:45

07
Mar 14

 

solta a voz

em meu ouvido

gemido

que assalta meu corpo

no topo

do nosso delírio

 

vício

que a gente exalta

salta comigo

do precipício

 

 

 

publicado por Contos do Fritz às 22:42
Temas:

01
Mar 14

 

como uma borboleta

a língua da boceta

repousa na flor de carne

 

o botão da rosa

vermelho espera

que o pólen esperma

na pele se espalhe

e o jardim floresça

 

 

 

publicado por Contos do Fritz às 16:08
Temas:

28
Fev 14

 

ajoelho e oro um sonho em teus lábios

de carne purpura

brilhosa espelho d’água

em minha língua devota

que passeia em teu ponto sensível

 

as ondas de gemidos que se espalham

no ar quente que preservamos

inundam meus ouvidos

a pele pelos poros

embebedando todo meu corpo

lascivo que entorpece o teu

 

em fúria sorvo teu delírio fêmeo

penetro dedos na cavidade lisa

tenho tuas contrações na palma da mão

me sinto um homem gigante

 

 

 

 

publicado por Contos do Fritz às 11:41
Temas:

15
Fev 14

 

puta linda

me abriga na esquina

que a lua brinda

traga meu tempo num cigarro

manchado vermelho

encostada num carro

 

eu e você

puta linda

refletidos no espelho do céu

acima do inferno

queimando nossos corpos

na cama da inquisição

 

puta linda que me despe

das obrigações diárias

todas fingidas

me mostra o caminho que

todos querem mas ninguém segue

que abandono minha carcaça

no meio da estrada larga pela qual sigo

 

cego na multidão

puta linda

me leve pela mão

nessa vida nada fácil

que é ser o que realmente nos interessa

 

 

 

 

publicado por Contos do Fritz às 00:47

14
Fev 14

 

grandes e perfeitos

tão gostosos os teus

peitos

 

bicos feitos pra matar

a sede da minha boca

 

anjos alvos de aréola morena

que dá asas à minha língua

 

macia pele que desliza

apertando o pau

estrangulando a vontade

que explode

num gozo

 

em teus seios

ó

liberdade

 

 

( o Y o )

 

publicado por Contos do Fritz às 21:59

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