Poesia erótica

18
Mai 14

 

  O combinado naquele dia foi de nos encontrarmos no começo da noite para curtirmos juntos alguns shows da Virada Cultural, que aconteceu no centro da capital paulistana, do dia dois para o dia três de maio.

 

  Fui de metrô até a estação São Bento, que era a melhor opção de desembarque, pois o local de encontro não estava definido e de lá estaria próximo da maioria dos palcos montados, espalhados pela região central. Saí pelo Vale do Anhangabaú, era pra lá das dez da noite, segui subindo o lado calçadão da Av. São João sentido Av. Ipiranga. Tirei o celular do bolso e liguei para minha amiga, que sabe-se lá onde estaria. Sorte, ela atendeu de primeira:

 

- Sérgio?

 

- Oi Mara, tudo bem, onde você está?

 

- Oi amorê, pensei que não vinha mais, ia te ligar agora. Estou aqui com uma amiga perto do palco da Praça da República.

 

- Legal, me espera na entrada da estação República, na saída da esquina da Sete de Abril, será mais fácil para nos encontrarmos.

 

- Tá bom. Tô indo para lá agora, beijo.

 

- Tô indo para lá também, beijão.

 

  Segui empolgado para o encontro. A minha espera estava uma menina maravilhosa: pele branquinha, delicada e doce, cabelos negros e compridos, quase a altura da cinturinha de pilão, um rabo gostoso suspenso sobre um par de coxas deliciosamente carnudas e torneadas. E habitando esse espetáculo corporal, um espírito alegre e jovial. Mara era (e é) uma dádiva! Justificava a existência de Deus. Somente o amor de um casal de simples mortais não seria capaz de produzi-la. O dedo divino agiu sobre aquela concepção de mulher. E, para tornar a noite melhor ainda, ela estava acompanhada de uma amiga que, com toda certeza, deveria ser outro colírio para esses meus famintos olhos masculinos.

 

  Havia uma montoeira de gente de tudo quanto é tipo para tudo quanto era lado de tudo quanto é rua. Mesmo com o local marcado, sabia que teria dificuldades em achá-las, mas não dei bola ao pessimismo, segui. Chegando perto do local, avistei as duas... As duas gostosuras! Realmente meu instinto de macho-alfa tinha razão: a amiga dela era um puta dum carnão! Morenassa, aproximadamente um metro e setenta, estava com uma camiseta de alça (algo como um top) que deixava o umbigo à mostra. O sutiã apertava os volumosos peitos amorenados pelo sol, formando um vão entre eles, onde minha maliciosa língua, caso tivesse a oportunidade, escorregaria fácil, fácil. Imaginei minhas mãos apertando aquelas tetas enormes... Os bicos... Deveriam ser do tamanho do meu dedo mindinho, aureolados moreno. O vestidinho jeans, que deixava as longas pernas livres, denunciava a ida à praia. Os pelos daquelas maravilhas estavam descoloridos e eram de um dourado reluzente e quente, de prender a visão de qualquer um. A xoxota só poderia estar raspadinha e com marquinha de biquíni! Essas menininhas de praia, todas elas, raspam a boceta! Da bunda então não preciso nem falar. Alias, bunda não, RABO! E que rabo.

 

Aproximei-me delas:

 

- Ah! Que bom que chegou! – Mara veio toda empolgada, me abraçou e beijou.

 

- Oi anjo! – Beijei-a de volta – Pensei que não ia achar vocês no meio dessa muvuca.

 

- Olha, essa aqui é a Carol, minha amiga. – Mostrando a maravilhosa morena, que eu já havia despido com os olhos.

 

- Oi, tudo bem. – Ela veio com um beijinho minguado e eu em resposta abracei-a, mostrando meu cordial e receptivo calor humano. Ela disse um oi cheio de timidez e sorriso, de atiçar o espírito caçador masculino.

 

- Quem vai tocar nesse palco hoje? - Perguntei.

 

- Daqui a pouco entra o Camisa de Vênus e depois o Velhas Virgens!

 

  Que maravilha! Rock’n’roll do melhor, de graça e ao lado de duas deusas gregas:

 

- É aqui mesmo que vamos ficar! – Disse eu e as duas concordaram, sem discussão e sem esboço de discórdia.

 

  Precisávamos de algo para beber. Falei para elas me aguardarem perto de uma banca de jornal e me dirigi o mais rápido possível ao boteco mais próximo. Para variar, o bote estava cheio. Pedi licença para os bêbados de praxe e para meia dúzia de moleques doidos que estavam apoiados no balcão. O dinheiro era curto, não daria para comprar cerveja a noite toda, então pedi duas garrafas de vinho, que não estavam tão geladas, mas... Apanhei-as e voltei para encontrá-las. Minhas intenções eram socar cachaça nas duas e deixar a Carolzinha alegrinha, alegrinha. Com a Mara não rolava nada. Depois que virou amizade entre homem e mulher, já era! Comer ela, só na punheta mesmo. Como sempre. Mas a amiga dela, a Carol morena de sol, estava livre para o abate. San Tomé não me deixaria na mão uma hora dessas. Esse sim é o santo das causas perdidas!

 

  Cheguei com as garrafas, Mara pegou uma, abriu e deu uma golada que foram uns três dedos do liquido. Ficamos a uma distância confortável do palco, sem muito empurra-empurra. O show do Camisa começou e já havíamos bebido um dos litros - os mortos-vivos perambulam em Gotham City... cuidadoooo... há um morcego na porta principal - estávamos muito empolgados, cantando, acompanhando as músicas, pulando e o caralho-a-quatro. Dava para perceber que estávamos bem alegres, sobre o efeito alcoólico do beato vinho.

A segunda garrafa já estava acabando e eu já fazia planos para comprar mais uma, sem me perder das duas. De repente a Carol pegou o celular e sai de canto para atendê-lo. Voltou e pediu para que esperássemos naquele local. Ela ia encontrar um amigo com qual combinou de se encontrar no evento. Na hora pensei - porra que merda, deve ser o esquema dela... Se for, fodeu! – Dito (pensado) e feito. Ela voltou de mãos dadas com um boyzinho pau-no-cu que estava com o sorriso de orelha a orelha. Claro, estava apertando uma boneca daquelas, quem não ficaria em estado de graça? Bem, pelo menos o cara tinha na outra mão uma garrafa lacrada de vodca, e das boas. Não precisaria mais gastar minha pouca grana com o santo vinho e minha permanência anestésica estava garantida até o final das apresentações.

 

  Ficamos lá, os quatro. O vinho secou, daí foi só vodca goela abaixo – ontem eu nem a vi, sei que não tenho um álibi... eu, não matei Joana D’arc – e o rock comendo solto. Depois de muitos goles, olhei para a cara da minha amiga, estava para lá de Bagdá. O corpo já não parava quieto e não era porque estava empolgada com o som, estava era chapada mesmo. Da empolgação à bancarrota foi um passo: vi que estava mal, então a levei para um canto e ajudei-a a sentar-se. Foi a gota final: baixou a cabeça e vomitou o santo, o que me preocupou. A Carol estava com o carinha e só o que me faltava era ter que ficar cuidando da bêbada. Fiquei meio puto. Como a passa-mal morava ali perto, no edifício Copan, achei melhor levá-la para sua casa, ela não tinha mais condições físicas de permanecer ali. E foi o que fizemos. Passei o braço dela sobre meus ombros e fomos para o apartamento.

 

  Chegando lá, levei-a para o quarto, deitei-a na cama. Aproveitei para ir ao banheiro, enquanto a Carol acomodava a desmaiada. O cara (que não ajudou em porra nenhuma) ficou sentado na sala esperando. Saí e o casal me aguardava:

 

- Nós vamos voltar para o show, você vem? – Perguntou-me a Carol.

 

- Claro que não! Não vou deixar a Mara sozinha aqui? Vai que acontece algo... – Disse isso num tom meio de indignação.

 

- Tá bom então. Nós vamos voltar pra lá, tem algum problema...?

 

- Não, não, podem ir.

 

  Saíram rápido. Fui até a geladeira, tomei uns três copos de água gelada, voltei e me acomodei no sofá, cochilei.

 

  Acordei assustado, sem entender onde estava, mas logo me recompus. Acho que dormi uns quarenta minutos. Fui novamente ao banheiro e mijei, lavei o rosto e fui tomar mais água. A ressaca dava sinal de vida - mas e Mara, como será que estava? – falou-me a voz da consciência. Achei melhor ir vê-la.

 

  Fui até o quarto e só de chegar perto da porta, dava para sentir o cheiro do álcool no ar. Estava escuro e procurei, passando a mão pela parede, o interruptor. Acendi a luz e tive uma visão que me paralisou: ela estava de bruços, coberta com um lençol branco, bem fino, e dava para ver que estava somente de calcinha. Carol havia-a despido, sei lá por qual motivo. Fiquei ali olhando para aquela maravilha. Era um espetáculo, não consegui pensar em nada que não fosse sacanagem. Ela estava bebassa, mas não tive como conter o impulso. Sentei na beira da cama - não, não posso fazer isso – tentou me falar novamente a voz da... mas não resisti, levantei cuidadosamente o lençol, contemplei a lateral do peitinho, delicioso! Descobri-a todinha. Era gostosa demais! A calcinha minúscula, só o fiozinho preto enterrado naquelas bochechas branquinhas, aquilo me deixou totalmente excitado. Toquei nas coxas, deslizei a mão até a bunda, fiquei alisando-a. Ela não esboçava nenhuma reação. Apertei bem perto da xoxota, a calcinha entrou nos lábios, deu para ver os pelinhos bem rasteiros. Comecei a alisar a xoxotinha. Ela permaneceu quieta e eu ficava cada vez mais empolgado. Puxei o fiozinho de lado, abri aquela bunda linda... Comecei a massagear aquele cuzinho lindo com o dedo. E ela, nada. Não teve jeito, lambi o dedo do meio, e fui enfiando aos poucos na boceta. Ele começou a voltar molhado, e ela alterou a respiração. Fui socando mais rápido, mas com cuidado. Meu pau já estava durasso! Quando enfiei mais um dedo, ela abriu um pouquinho mais as pernas, bem de leve. Mesmo desacordada aquela safada gostosa estava curtindo a siririca.

 

  Fui tomado pelo desejo, estava explodindo de tesão: tirei a calça e ajoelhei-me perto da bunda dela, saquei o pau pela lateral da cueca, comecei a passar a cabeça do bicho por entre os lábios quentes, rosados e molhados... Enfiei devagar. Fui enfiando aos poucos, até entrar tudo. Bem cuidadoso e cadenciado fui metendo. Ela gemia bem leve e gostoso, quase sussurrando... Meu pau saia molhado daquela boceta carnuda, quase gozei. Tirei um pouco, dei uma respirada e pus novamente, só que agora além de foder, massageava novamente o cuzinho. Ela foi alternando mais ainda a respiração e os gemidos. Quando reparei, a ponta do meu dedo tinha sido engolido, delirei vendo aquilo. Tirei o pau de novo, quase a enchi de porra! Já entorpecido, com cuidado, virei-a na cama, para ver claramente aqueles peitos suculentos. Os bicos estavam acesos, comecei a passar a língua e dar umas chupadinhas bem leves. As tetinhas cabiam certinhas na minha boca. Ela era só gemidinhos. Já não quis nem saber se ela poderia acordar ou não, afastei suas pernas e cai de boca naquele bucetão inchado e molhado... Abri e lambi aquela carne rosada, lambi o grelinho e, claro, com do dedo, massageava o cuzinho... A vaquinha da boceta doce continuava com seus gemidinhos. Ajoelhei na cama e meti de novo. Olhava para a boca carnuda dela, imaginava-a chupando meu pau, engolindo-o todo. Metendo, me debruçava e sugava os biquinhos. O corpo dela tremeu todo, a cachorra estava gozando. Depois disso não agüentei mais, tirei o cacete e o jato saiu, voou no ar e pousou no corpo de Mara. Melou-a do umbiguinho até quase o pescoço. Sentei de lado na cama, acalmei o coração acelerado e fiquei olhando-a, lavada de porra, com a boceta úmida aberta, brilhando.

 

  Fui até o banheiro, apenhei uma toalha que estava no cesto de roupas sujas, limpei meu pau, depois ela. Vesti minha roupa. Ajeitei a calcinha nela, dei a última contemplada naquele corpo escultural, cobri-a com o lençol. Apaguei a luz e fui para o sofá, me acomodei, relaxei e dormi.

 

Lá para umas onze da manhã, ela me chamou:

 

- Sergio... Ela chamou e me cutucou.

 

- Ah... Oi Mara. – Ela estava sentada na beira do sofá, enrolada no lençol, sorrindo. - E aí anjo, você esta bem?

 

- Tô sim, só com um pouco de sede... Abusei demais ontem e acho que te dei trabalho, né? – Disse sorrindo.

 

- Um pouco. – Respondi também com um sorriso na cara. - Trouxemos você cambaleando, praticamente desmaiada. – Rimos juntos.

 

- Não me lembro de muito, depois da segunda garrafa... Só que estávamos no show, cantando, pulando... – Disse ela.

 

- E como passou a noite? – Perguntei como quem não tem culpa no cartório. Ela sorriu largo, passou a mão em meus cabelos, se acomodou ao meu lado no sofá, que ficou gigante nessa hora, e colorimos de vez nossa amizade, pelo pouco que ainda restava da manhã e pelo resto de nossas tardes.

 

publicado por Contos do Fritz às 16:18

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