Poesia erótica

31
Out 13

 

no espelho ela

espera

ver refletido

no vidro vazio

o corpo macio

contido narciso

que se espelha

 

no espelho ela

se espalha

 

 

 


publicado por Contos do Fritz às 17:34

12
Out 13

 

no vai e vem das ondas

o tempo infinito

prolonga o movimento

de amar

 

ela nua a observar

eu a me preparar

na cama amor

eu ela e o mar

 

 


publicado por Contos do Fritz às 16:47

04
Out 13

 

liberdade

é ela

de calcinha pela casa

seios livres

leve caminhar sem

destino

 

liberdade

é nós sem nada

no sofá até

gozarmos entre

as horas

rolando feito cães

no tapete

 

liberdade

é ter

pra não fazer

é o tempo

que passa sem

se perceber

é um amor

pra se perder

 

 


publicado por Contos do Fritz às 03:50

21
Set 13

 

em línguas bendigo

meu prazer é contigo

pro nosso pecado eu digo:

sin, come!

 

 

fonte: dennispfeil.blogspot.com

publicado por Contos do Fritz às 18:19

15
Set 13

 

nada me interessa lá fora

vou demorar pra gozar

pra que você não vá embora

não quero nada agora

que não seja essa memória

 

 

 

publicado por Contos do Fritz às 12:05

25
Ago 13

 

um produto latente da sua

mente que mente

em fingir que não

sente

 

 

Earl Moran (1893 - 1984)

publicado por Contos do Fritz às 17:09

18
Jul 10

 

Não suma

Amor

Só o consuma

Em cima

Da Musa

 

Sem norma

Só minha

Musa Norminha

 

Caminha em

Minha linha

Desalinha (tudo)

E usa essa forma

Formosa de musa

Me usa

 

Abusa

Da minha

E se aninha

Em meu peito

 

 

 

Inspirado no Diário Secreto de uma Musa

publicado por Contos do Fritz às 02:31
Temas: , ,

02
Abr 10

Na sexta da paixão

Lembro de quantas sextas

Apaixonadas passei

 

Quantas sextas

De paixão falsa

Me trai por tão pouco

E passei ao lado de outro cristo

 

Quantas sextas só

Dormi crucificado na cama

Esperando o escuro do sábado

Para tentar uma mísera aleluia

 

Eu, Judas malhado no poste

Pela multidão arquetípica

Com trinta moedas faço aleluia

Pão, vinho e putas (santa ceia no seio profano)

 

Sou só mais um

Santo do pau oco (e duro)

Tentando uma paixão

De quinta, na sexta

publicado por Contos do Fritz às 14:15

22
Jan 09

A Bunda, que Engraçada


A bunda, que engraçada.
Está sempre sorrindo, nunca é trágica
Não lhe importa o que vai
pela frente do corpo. A bunda basta-se.
Existe algo mais? Talvez os seios.
Ora - murmura a bunda - esses garotos
ainda lhes falta muito que estudar.
A bunda são duas luas gêmeas
em rotundo meneio. Anda por si
na cadência mimosa, no milagre
de ser duas em uma, plenamente.
A bunda se diverte
por conta própria. E ama.
Na cama agita-se. Montanhas
avolumam-se, descem. Ondas batendo
numa praia infinita.
Lá vai sorrindo a bunda. Vai feliz
na carícia de ser e balançar.
Esferas harmoniosas sobre o caos.
A bunda é a bunda,
redunda

 

De: Carlos Drummond de Andrade - (1902-87)

publicado por Contos do Fritz às 14:08
Temas: ,

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